O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou durante visita à Baixada Santista na última sexta-feira (13) que a cobrança de pedágio nas rodovias do Lote Litoral Paulista — que inclui a SP-98 (Mogi-Bertioga), SP-55 (Padre Manoel da Nóbrega/Cônego Domênico Rangoni) e SP-88 (Mogi-Dutra) — é uma medida irreversível. A tarifa, administrada pelo Consórcio Novo Litoral (CNL), está diretamente vinculada aos investimentos em infraestrutura previstos no contrato de concessão, que totalizam R$ 4,3 bilhões.
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"O pedágio só será cobrado após a realização dos investimentos. Há muitas melhorias por vir", destacou Tarcísio, enfatizando que a modernização das estradas é essencial para garantir segurança e fluidez no tráfego. O sistema free-flow, que dispensa paradas em praças de pedágio, será implementado gradualmente em 15 pórticos, com sete deles entrando em operação em novembro de 2026 e os demais a partir de 2028. O valor da tarifa foi fixado em aproximadamente R$ 2,00 por trecho, com descontos de até 20% para usuários frequentes.
Segundo informações do Consórcio, a primeira fase das instalações incluirá três pórticos de cobrança dos pedágios entre Pedro de Toledo e Itariri, no Vale do Ribeira. Em seguida, o projeto seguirá para outros municípios, como Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, a partir do quarto ano de concessão da CNL, em novembro de 2027.
O Consórcio Novo Litoral, formado pelas empresas CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica, e Companhia Brasileira de Infraestrutura (CBI), assumiu a concessão em outubro de 2024, com vigência de 30 anos. Entre as obras previstas estão a duplicação de mais de 90 km de vias, implantação de 10 km de faixas de ultrapassagem, 47 km de acostamentos, 73 km de ciclovias e 27 passarelas para pedestres. A CNL também destacou em nota que construirá vias marginais e novos acessos, permitindo que moradores locais evitem o pagamento de pedágio em deslocamentos curtos.
Os trechos de cobrança abrangem regiões estratégicas, como a Baixada Santista e o Vale do Ribeira, importante corredor econômico e turístico do estado. Confira os pórticos e seus respectivos cronogramas:
P03 (Bertioga): Entrará em operação no quarto ano da concessão.
P04 (Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe): Será ativado após a conclusão das obras de infraestrutura.
P05 a P15 (Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro e municípios vizinhos no Vale do Ribeira): Os pórticos P05 e P07 começarão a funcionar após a finalização dos investimentos, enquanto os demais serão implantados a partir do quarto ano da concessão.
Tarcísio lembrou que, embora a cobrança inicialmente gere desconforto, a população tende a reconhecer os benefícios após a entrega das melhorias. "São Paulo está acostumado a esse modelo, e por isso temos as melhores rodovias do estado", afirmou. O leilão da concessão ocorreu em abril de 2024, e a operação teve início em 1º de novembro do mesmo ano.
A implantação do pedágio free-flow segue uma tendência nacional de modernização da malha viária, combinando tecnologia e investimentos para elevar a qualidade das estradas paulistas. Enquanto isso, a CNL reforça seu compromisso com a mobilidade inclusiva, garantindo alternativas de rotas locais sem custo para os moradores das regiões atendidas.